1 de Julho
Como o unguento derramado é o teu nome
"Suave é o aroma dos teus unguentos; como o unguento derramado é o teu nome." — Cânticos 1.3
Por que, meu Senhor, o teu nome é tão verdadeiramente bendito, senão porque o tornaste tão querido aos teus remidos, por todos os laços que podem conquistar os afetos? Antes mesmo que eu existisse, entraste em compromissos de fiança por mim, prometendo que me redimirias quando eu caísse; que tomarias a minha natureza, viverias por mim, morrerias por mim, te tornarias sacrifício por mim, derramarias o teu sangue por mim, me lavarias no teu sangue, me vestirias com a tua justiça, me justificarias diante de Deus, teu Pai, te tornarias o meu Advogado, Sumo Sacerdote e Intercessor, me desposarias contigo aqui na graça e me unirias eternamente a ti na glória depois? Fizeste tudo isso, e ainda o fazes, tomando a minha causa como tua e seguindo-me com amor, graça e misericórdia todos os dias, o dia inteiro — e nunca me deixarás nem me desampararás? E não há de ser o teu nome como unguento derramado?
Pode haver aroma tão doce, tão perfumado, tão cheio de fragrância quanto o nome de Jesus? Os unguentos preciosos, é verdade, têm um cheiro muito agradável; mas que aroma pode se comparar àquele que, aos sentidos espirituais, revela Jesus na sua pessoa, no seu amor, na sua graça e na sua misericórdia — em quem há tudo o que é desejável e nada que não seja amável; toda beleza, poder, sabedoria e força; um conjunto de graças mais cheio de fragrância do que todas as especiarias do Oriente?
Precioso Senhor Jesus, que o teu nome seja escrito no meu coração, e que tudo o que não é Jesus seja apagado dali para sempre, para que dali não saia nada que não fale de ti; para que, na vida e na morte, o primeiro e o último, e tudo o que cair dos meus lábios — até na separação da alma e do corpo —, Jesus seja, no fim da graça aqui e na primeira abertura da glória que se segue, o único nome bendito e precioso, como unguento derramado.