2 de Agosto
Meu Pai é o lavrador
"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador." — João 15.1
Verdade bendita, e certeza bendita, para os verdadeiros seguidores de Jesus! Sim, Pai todo-poderoso, quero orar pelo teu ensino contínuo, para te contemplar como o lavrador da tua vinha, a igreja, na qual levantaste a "plantação de renome", o "homem cujo nome é Renovo", a Videira verdadeira, na qual, sobre a qual e por meio da qual todos os teus remidos, tirados da oliveira que é brava por natureza, são enxertados e dão fruto para Deus. Sim, Pai todo-poderoso, quero desejar graça para te contemplar e, enquanto contemplo, te amar, te louvar e te adorar porque, desde a eternidade, foste graciosamente o lavrador da tua igreja. Foi em ti e a partir de ti, como autor e determinador de tudo o que diz respeito à redenção, que encontramos a fonte e a origem de toda a graça, misericórdia, paz e favor aqui, com todos os tesouros desconhecidos da glória depois, que puseste nas benditíssimas mãos daquele que é o Senhor, Justiça Nossa.
Em cada nova visão de Jesus como a Videira verdadeira que plantaste, e em cada nova comunicação da sua plenitude, do seu alimento e das suas influências vivificantes, que seja a minha porção feliz, ó Senhor, olhar para ti como o lavrador, enquanto sinto e conheço a minha união com Jesus, a Videira. E tu, graciosíssimo Deus e Pai, digna-te a continuar fazendo o papel do lavrador bondoso. Que os teus olhos estejam sobre mim para o bem, como o lavrador visita a sua vinha. Rega, Senhor, com o orvalho celestial da tua palavra e do teu Espírito, a plantação seca e abatida. Ah, que o Senhor dê "chuvas de bênção" e venha a mim "como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra", sobre a esterilidade do meu coração.
Guarda-me, Senhor, do "javali da selva" — Satanás —, para que ele nunca me pisoteie. Arranca, Senhor, os espinhos e os cardos — as corrupções do meu próprio coração —, que querem se enroscar nos ramos tenros. E corta, ó Senhor, todos os brotos supérfluos — as seduções do mundo —, que poderiam impedir a fecundidade em Jesus. Em tudo, bendito Deus e Pai, sê o lavrador bondoso, terno e sábio, fazendo por mim o que vês ser necessário, por mais dolorosas para a carne e o sangue que sejam as dispensações de poda e as providências de inverno. Limpa, como Jesus disse, toda vara que dá fruto, para que dê mais fruto; e, pelo teu Espírito gracioso, faze-me de tal modo permanecer em Cristo, e Cristo em mim, que tu, meu Deus e Pai, sejas glorificado em eu dar muito fruto, para louvor da tua graça, pela qual me fizeste agradável a ti no Amado.