6 de Janeiro
Ele não tomou os anjos
"Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão." — Hebreus 2.16
Contempla, minha alma, a doçura singular daquela graça que havia no teu Jesus quando, para realizar a tua salvação, ele passou ao largo da natureza dos anjos para tomar sobre si a tua natureza. Só havia dois tipos de transgressores na criação de Deus: anjos e homens. Mas os anjos foram deixados em prisões eternas, na escuridão, para o juízo do grande dia; e o homem caído, pecador e rebelde, encontra a graça da redenção.
Se Jesus tivesse tomado a natureza deles, não teria sido ela mais próxima da sua? Os serviços deles não seriam muito superiores aos nossos? A redenção de seres tão mais elevados em posição e inteligência não teria aberto uma fonte muito maior de louvor ao nosso adorável Redentor?
Para e pensa nisso, minha alma; e depois considera como o nosso Jesus, em sua condescendência sem igual, tornou-se por isso ainda mais querido ao teu amor. E aprende também: se Jesus não precisa do serviço dos anjos, como pode o homem ser útil a Deus? O simples ato de fé de um pobre pecador como tu, que crê no testemunho que Deus deu de seu amado Filho, dá mais honra a Deus do que todos os serviços de homens ou anjos para sempre.
Anota isso como uma verdade bendita: Jeová é mais glorificado pela tua fé e confiança nele do que por todas as tuas obras. Senhor, dá-me essa fé, para que eu me apegue a ti, dependa de ti, te siga e nunca deixe de olhar para ti, até que os meus olhos se fechem e o meu coração desfaleça; e então, como agora, sê tu "a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre".