7 de Março
Nunca mais terão fome
"Nunca mais terão fome." — Apocalipse 7.16
Minha alma, contempla por um momento, antes de entrar nas preocupações do tempo e dos sentidos e nas exigências do mundo, o estado bendito dos remidos lá em cima. Eles estão na própria fonte da felicidade: na sua posição, no seu serviço, na sua companhia, na sua provisão, na sua isenção eterna de toda necessidade e, acima de tudo, na presença de Deus e do Cordeiro. "Nunca mais terão fome." Que doce pensamento! Quero antecipar hoje tantas das suas propriedades benditas quanto o meu estado presente em Jesus permitir.
Se Jesus é o meu lar, a minha residência, a minha morada, a fome da minha alma não encontrará suprimento? Sim, certamente. Uma vida de fé no Filho de Deus é uma vida que satisfaz, em meio a todas as mudanças do mundo ao redor. Encontrando Jesus, encontro sustento nele, e por isso não tenho fome de nada além dele. "Tu és o lugar em que me escondo", disse alguém de outrora; e a minha alma tem ocasião de usar a mesma linguagem. E aquele que é o meu esconderijo é também o meu alimento e o meu sustento. Em Jesus há alimento e proteção; há fruto, além de sombra; e a plenitude de Jesus precisa de vazão nas necessidades do seu povo, para derramar a sua plena suficiência.
Minha alma, guarda este pensamento por completo. Se a tua fome é realmente de Jesus, e somente dele, então a tua fome será abundantemente suprida no que ele te comunica. Enquanto eu olhar para as minhas necessidades sem olhar para Jesus, serei infeliz. Mas, se considerar essas necessidades e esse vazio como determinados de propósito para que ele derrame a sua plenitude, eles parecerão feitos para causar felicidade.
Jesus mantém a fome para ter a bem-aventurança de supri-la; mantém os seus filhos vazios para poder enchê-los, e para que a sua plenitude seja procurada entre eles. Por isso, longe de ser uma fonte de tristeza, a minha fome se torna uma fonte de santa alegria. Eu nunca deveria me sentir apertado em mim mesmo quando não estou apertado em Jesus. Mais ainda: seria um triste sinal de distância de Jesus se a consciência da necessidade diminuísse. Ao contrário, a melhor prova que posso ter de que estou perto de Jesus e vivendo dele é quando o meu gozo de Jesus descobre necessidades novas e crescentes e desperta uma santa fome de que ele as supra.
Daqui a pouco chegarei em casa, e então, na própria fonte do arrebatamento e do deleite, toda fome e toda necessidade acabarão, no gozo pleno e eterno de Deus e do Cordeiro!