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RH

7 de Maio

Serão vivificados como o trigo

Robert Hawker·Porções da Manhã e da Noite
Porção da manhã

"Voltarão os que habitam debaixo da sua sombra; serão vivificados como o trigo, e florescerão como a vide." — Oseias 14.7

Que doce promessa para consolar uma alma como a minha, com graças tantas vezes e tão frequentemente definhando! Quantas vezes me pareceu que a semente da graça tinha perecido! Era pequena, de fato, no seu começo, como o grão de mostarda; e, mal apareceu, percebi-a quase sufocada pelo joio da corrupção, da incredulidade e do entulho de Satanás. Logo fui levado a desconfiar da obra de Deus na minha alma. "Certamente", eu dizia, "isto não é graça." Pouco depois já não conseguia ver mais nada dela. Eu não sabia que, morrendo assim para mim mesmo, o Espírito Santo estava abrindo diante dos meus olhos a única vida que há, a vida em Jesus. Num momento inesperado, ela reviveu como o trigo.

Ah, de onde vem isto? Não de mim mesmo, nem dos trabalhos, nem dos esforços: podem raízes mortas viver? O Espírito Santo me ensinou que isto só pode ser Jesus. "A vossa vida", disse ele, "está escondida com Cristo em Deus." Aqui estão as fontes da graça; daqui fluem as correntes daquele rio que alegra a cidade de Deus. Aqui, então, está a visão da fé da glória de Deus em Cristo. Aqui está a promessa: "serão vivificados como o trigo". E assim ela se cumpre. "De mim", diz aquele Redentor precioso, "é achado o teu fruto."

Anota isto, minha alma: tanto a raiz quanto o fruto estão num só e no mesmo, que é Jesus. As conquistas espirituais estão em Jesus, e não nos brotos mais verdes nem nas flores mais belas dos nossos próprios trabalhos. Vive, então, minha alma, inteiramente de Jesus, e serás vivificada como o trigo. Supõe que seja pisado; supõe que o joio dos ímpios se levante contra ele; ainda assim, se Jesus é a raiz, e as fontes da graça nele correm — como não podem deixar de correr — para manter vivos todos os ramos que estão nele, haverá, tem de haver no fim, uma colheita gloriosa. Ah, que volume a alma às vezes lê de uma vez naquela promessa curta: "Porque eu vivo, e vós vivereis."

Salve, salve, gloriosa raiz que brota de uma terra seca! Farás sair as espigas douradas para o teu próprio celeiro. Arrancarás tudo o que incomoda. Regarás e, pelas doces influências do teu sangue, da tua palavra e do teu Espírito, brilharás sobre o trigo ainda de pé. E, quando, por todo o teu cultivo gracioso — pois toda a obra e toda a glória são tuas —, fizeres a colheita farta inclinar as cabeças em toda a humildade de quem se rebaixa, como sinal de que está madura, ordenarás ao teu anjo que lance a foice da morte e leve para casa cada haste e cada grão da semente preciosa para o teu celeiro no céu.

Hoje