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RH

8 de Junho

Uma novilha ruiva sem defeito

Robert Hawker·Porções da Manhã e da Noite
Porção da manhã

"Que vos tragam uma novilha ruiva, que não tenha defeito, e sobre a qual não tenha sido posto jugo. E a dareis a Eleazar, o sacerdote; ele a tirará para fora do arraial, e degolar-se-á diante dele." — Números 19.2-3

Lembro-me bem de que se diz do nosso Senhor Jesus que, "para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta". Mas, embora eu entenda claramente que a lei, com todos os seus sacrifícios, era apenas "a sombra dos bens futuros", e que o corpo era Cristo, se o Espírito Santo não tivesse graciosamente se agradado de ilustrar e explicar, por outras passagens — de modo direto ou por alusão —, o que se refere a Jesus, eu teria deixado passar como, em muitos pontos marcantes, Jesus é apresentado nesta figura.

Certamente, Senhor, a tua pureza sem mancha estava belamente representada na novilha sem defeito aqui designada para o sacrifício. E a cor tão rara de uma novilha ruiva testemunhava claramente a singularidade do teu sacrifício. O próprio Adão recebeu esse nome como sinal da terra vermelha de onde foi tirado. E quando Jesus, como Filho do homem, veio para desfazer todos os efeitos do pecado e da transgressão de Adão, mostrou, pela vestidura vermelha e pelo sangue salpicado nas suas roupas, os propósitos graciosos que tudo isso significava.

Mas não me lembro, em nenhuma outra figura do meu Redentor, de uma particularidade que apontasse para a liberdade do teu sacrifício voluntário, ó Cordeiro de Deus, como esta aqui representada: esta novilha devia ser uma sobre a qual nunca tivesse sido posto jugo. Nada, Senhor, senão o teu próprio amor livre e soberano, ao chamado de Deus, teu Pai, levou a tua mente infinita a ser o sacrifício voluntário por pobres pecadores. Não havia jugo, nem obrigação, nada que te forçasse. "Eis aqui venho" foi a tua voz graciosa, quando nem sacrifício nem oferta podiam resgatar o teu povo.

Ah, Senhor, que o sentimento da tua liberdade na salvação console a minha alma em todos os apertos do coração em mim mesmo; e que a consciência de que não havia sobre ti, Senhor, outro jugo senão o teu próprio amor eterno seja o doce jugo constrangedor sobre a minha alma, para me prender ao teu amor e ao teu serviço para sempre.

Hoje