11 de Fevereiro
Os meus desterrados
"Habitem contigo os meus desterrados, ó Moabe; serve-lhes de refúgio perante a face do destruidor." — Isaías 16.4
"Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele." Moabe era inimigo jurado de Israel; e, no entanto, Moabe seria levado a abrigar e alimentar Israel. O mundo, como Moabe, não gosta do povo de Deus; mas, como o povo de Deus tem de peregrinar no mundo até que chegue o tempo de Deus levá-lo para casa, ele será bem cuidado.
"Habitem contigo os meus desterrados, ó Moabe"; hospeda-os como viajantes numa estalagem. Cuida para que tenham onde ficar. Que o seu pão lhes seja dado e as suas águas sejam certas. "São pobres; mas são os meus pobres", diz o nosso Deus. "São desterrados; mas são os meus desterrados."
Ah, precioso Jesus! Vejo que continuarás reconhecendo o teu povo. E por quê, amado Senhor? Não pelo valor deles, nem pelos seus merecimentos, nem pela sua fidelidade a ti; mas porque os amaste; porque o Pai os deu a ti, e tu compraste as suas pessoas, os remiste, os lavaste e os fizeste teus.
Concede, amado Senhor, que, embora sejamos obrigados a morar com Meseque e a ter a nossa habitação entre as tendas de Quedar; embora sejamos "feitos como o lixo deste mundo e como a escória de todos", nunca, nunca nos esqueçamos do nosso parentesco contigo. Desterrados, sim; mas desterrados de Jesus. Sê tu, Senhor, o nosso esconderijo, o nosso refúgio no meio de Moabe; e assim estaremos livres de todo destruidor. Tu serás para nós tudo de que precisamos: "como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta".