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RH

12 de Junho

Estrangeiros e peregrinos na terra

Robert Hawker·Porções da Manhã e da Noite
Porção da manhã

"Confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra." — Hebreus 11.13

Minha alma, fizeste também esta confissão diante de muitas testemunhas? Vê se tens as mesmas evidências que eles tinham.

Em primeiro lugar, eles foram levados a ver que aqui não tinham cidade permanente. O pecado, a tristeza, a doença e a morte habitavam esta região. Tudo lhes dizia, naquela doce voz de Deus: "Levantai-vos, e ide-vos, porque este não é lugar de descanso; por causa da imundícia." O que dizes, minha alma, deste primeiro aspecto do assunto?

Olha-o sob outro aspecto. Aprendeste — e aprendeste de modo a valorizá-la — a bem-aventurança daquela promessa: "Resta ainda um repouso para o povo de Deus"? O que dizes também disto, minha alma? Vês que Jesus é esse repouso, e é ele o objeto do teu desejo de descanso? Pois o profeta diz: "Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério" (Is 28.12). Ouviste e acolheste o seu convite: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei"?

Dá mais um passo na investigação. Sob estas convicções da alma, estás percorrendo a estrada celestial, perguntando pelo caminho de Sião, com o rosto voltado para lá, como estrangeira e peregrina na terra? Vai mais além. És guiada, como Israel no caminho, pela coluna de nuvem de dia, e guardada pela coluna de fogo de noite? Estás subindo do deserto deste mundo, encostada em Jesus?

Avança ainda mais na investigação. Enquanto o Espírito Santo, como coluna de nuvem, vai adiante de ti, e tu te apoias em Jesus como teu bordão e arrimo, conheces Deus como teu Pai, a sua palavra como teu guia, as suas promessas como teu tesouro, e as suas ordenanças como tuas hospedarias — não para morar nelas, mas, como o viajante, para ficar apenas uma noite? E tiras "com alegria águas das fontes da salvação"?

Para, minha alma, enquanto buscas respostas para estas perguntas. Conheces as dificuldades de uma dispensação no deserto, e as doçuras das correntes daquele rio "cujas correntes alegram a cidade de Deus"? És como os outros viajantes — às vezes desfrutando de bom tempo, quando o rosto de Jesus, o seu amor e a sua misericórdia estão todos à vista; e às vezes andando nas trevas, quando as tempestades do pecado e de Satanás lançam nuvens sobre a paisagem graciosa? Mais especialmente: és objeto de desprezo e zombaria dos carnais? Eles fazem de ti motivo de riso, e és "o cântico dos bebedores"? E, por último, para não dizer mais, sabes, minha alma, o que é às vezes ficar desanimada por causa do caminho, enquanto Satanás te incita a voltar atrás, mas, docemente constrangida pelo amor de Jesus, continuar sendo seguidora paciente "dos que pela fé e paciência herdam as promessas"?

Tens, minha alma, estas preciosas marcas do estrangeiro e peregrino na terra? Ah, então lembra-te do que se diz daqueles a quem o Espírito Santo dá testemunho e, pela tua parte na aliança em Jesus, vê o teu enorme privilégio na mesma promessa bendita: "Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade."

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