13 de Maio
O homem vestido de linho
"E eis que vinham seis homens... e entre eles um homem vestido de linho, com um tinteiro de escrivão à sua cintura." — Ezequiel 9.2
Para, minha alma, diante deste texto. Quem poderia ser este homem senão Jesus, o teu Mediador? Não indicava a sua veste de linho a sua justiça, e o tinteiro para registrar o seu povo, o seu lado traspassado? Não escreveu ele no livro da vida os nomes de todos os seus remidos, para que nenhum se perca quando vier recolher as suas joias? E não foi com isso em vista que o soldado traspassou o seu lado, quando, pela sua morte, ele conquistou uma redenção eterna para eles, para que, com o seu sangue precioso, marcasse o seu povo como o pastor marca as suas ovelhas?
Sim, querido Redentor! Certamente te vejo apresentado com doçura neste texto. Certamente o Espírito Santo, que sempre se deleitou em te apresentar à igreja antiga sob várias imagens, te representou aqui com graça. Parece-me ver-te agora saindo com a veste branca da tua justiça sem mancha, com o teu lado traspassado, para marcar todos os teus antes que os anjos destruidores saiam para a destruição eterna dos pecadores não despertados e não regenerados.
Parece-me ouvir a tua voz bendita, graciosa e compassiva, no mesmo tom terno das palavras que um dia disseste ao teu servo João: "A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus... e também o meu novo nome." Ó Cordeiro de Deus, cumpre estas promessas benditas na minha alma! Marca-me como teu até o dia da redenção. Sela-me como um anel de selar com a tua imagem e dá-me aquele novo nome que ninguém conhece senão aquele que o recebe. Então, em meio a mundos em chamas, a minha alma estará segura, justificada na tua justiça e aspergida com o teu sangue; e ouvirei com santa alegria aquela voz gloriosa, mas terrível: "a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis".