17 de Junho
Refrigera a minha alma
"Refrigera a minha alma." — Salmos 23.3
(Na tradução que o autor usava: "Ele restaura a minha alma".)
Sim, Senhor, és tu, de fato, que trazes de volta a ovelha desgarrada; pois, assim como ninguém jamais deu vida à própria alma, ninguém pode mantê-la viva. Foi de fato a tua promessa, e tu a cumpres da maneira mais graciosa: "Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas" (Ez 34.11-16).
Minha alma, repara neste traço do caráter do teu Jesus para a tua meditação da manhã. É bom para ti que a obra de restaurar, de resgatar, de reavivar esteja toda com Jesus: começa nele, e é levada adiante e completada por ele e pela sua graça em ti. E é bom para ti, minha alma, que, embora tantas vezes falhes em tudo para com o teu Jesus, ele nunca falhe em nada no seu amor por ti. Doce consideração! O amor dele, e não os teus merecimentos, é a medida de toda a sua ternura para com o seu povo.
E anota, minha alma, em letras fortes: a graça de Jesus se mostra muito por este caminho. Ele não espera a nossa volta, pois então nunca voltaríamos; nem espera o nosso clamor por socorro, mas ele mesmo põe esse clamor na alma. Ai, quantas vezes nos desviamos e nos afastamos antes mesmo de percebermos a nossa partida! Quão bendito é, então, ver e saber que o olho de Jesus está sobre nós, e que, antes de voltarmos para ele, ele já está saindo ao nosso encontro. O seu amor, a sua piedade, a sua compaixão são a garantia da recuperação do seu povo.
Sim, Senhor, és tu que restauras a minha alma. Louvores ao teu nome, pois fazes tudo de um modo que prova que é por amor do teu grande nome, que a tua graça vem livremente e sem repreensão. "Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome."