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RH

24 de Julho

As minhas portas abria ao viandante

Robert Hawker·Porções da Manhã e da Noite
Porção da manhã

"O estrangeiro não passava a noite na rua; as minhas portas abria ao viandante." — Jó 31.32

Embora Jó fosse assim hospitaleiro, sabemos que os anjos teriam passado a noite na rua se Ló não os tivesse recebido. Mais ainda: o Senhor dos anjos, quando veio como estrangeiro à terra, "não tinha onde reclinar a cabeça". Ele de fato "veio para o que era seu, e os seus não o receberam".

Minha alma, para! Trataste melhor o teu Senhor? Não, não trataste. E, embora conheças o preceito que o apóstolo foi encarregado de dizer à igreja — "Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns", como no caso do patriarca e de outros, "não o sabendo, hospedaram anjos" —, ainda assim, minha alma, quanto tempo o Senhor da vida e da glória ficou do lado de fora, batendo à porta do teu coração pelo ministério da sua palavra e das suas ordenanças, dizendo: "Abre-me"! Sim, e teria ficado até esta hora, se não tivesse, pela sua própria graça soberana, posto a mão "pela fresta da porta" e aberto para si mesmo.

Ó bendito Estrangeiro, vieste de fato de uma terra distante nesta missão graciosa e bendita, buscar e salvar o que se tinha perdido; e achaste todo coração firmemente fechado contra ti? Abriste, bendito Jesus, quando marchavas "com a tua grande força", uma entrada para ti mesmo na alma do teu povo, pelas doces e constrangedoras influências do teu Espírito Santo? Então, Senhor todo-poderoso, escancara as portas do meu coração para te receber sempre! Faze-as como as portas daquela cidade bendita, que nunca se fecham. E faze a minha alma, como o profeta na torre de vigia ou Abraão à porta da tenda, estar sempre à espera da chegada do meu Senhor, para que eu te convide — sim, te constranja — a entrar e ficar comigo, e te dar a conhecer a mim pelas palavras da tua palavra, que fazem o coração arder, e "no partir do pão, e nas orações".

Sim, sim, glorioso Viajante, que estás sempre fazendo as visitas do teu amor, eu te conheço; às vezes vislumbro docemente a ti e sigo as pegadas da tua graça na tua palavra, nas tuas ordenanças e nos vários caminhos em que a tua presença se deixa descobrir. De fato, de fato, Estrangeiro celestial, não passarás a noite na rua; eu te levarei para a minha casa, para o meu coração e para a minha alma; e cearás comigo, e eu contigo, conforme a tua graciosíssima promessa; e eu te darei a beber do vinho aromático e do mosto das minhas romãs.

Hoje