27 de Julho
Faço-te sabê-las hoje, a ti mesmo
"Para que a tua confiança esteja no Senhor, faço-te sabê-las hoje, a ti mesmo." — Provérbios 22.19
Minha alma, repara, para a tua meditação da manhã, no que se diz aqui. Observa, em primeiro lugar, o conhecimento geral que o Senhor deu da sua verdade salvadora e das suas misericórdias em Cristo Jesus, que se torna garantia e autorização suficientes para todo o mundo crer em Cristo e aceitar Cristo para a salvação da alma. Cristo na palavra é a autorização do Pai para todo pecador crer no testemunho que Deus deu do seu Filho; e a rejeição desta ordem será o pecado que condena todo aquele que despreza este plano de salvação, porque ouviu e depois deu as costas a este amor de Deus em Cristo Jesus, o Senhor.
Minha alma, pondera esta visão do assunto e depois volta-te para outra propriedade doce e distintiva da revelação de Deus, que ele faz pelo seu bendito Espírito, na apreensão particular dela. E isto se dá em cada coração que é tornado voluntário no dia do poder de Deus, quando a mesma graça que revela Cristo na palavra revela Cristo também no coração, como esperança da glória. Aqui se confirma o versículo da manhã, no que Deus diz: para que todo filho de Deus ponha a sua confiança no Senhor, ele o fez saber a ti, a ti mesmo, hoje.
Observa, minha alma, a aplicação pessoal da verdade divina. Deus, pelo seu Espírito, a faz saber a ti. Ela vem como uma carta enviada do céu. Para quem é? Lê o endereço. É para ti, minha alma. Assim a fé leva o conteúdo ao coração e, vendo quão exatamente tudo em Jesus e na sua salvação se ajusta ao seu próprio caso e às suas circunstâncias, vive disso, alimenta-se disso, toma-o como sua porção, confia em Deus pela verdade disso e se alegra para sempre.
Minha alma, notaste estas coisas distintas? E sabes distinguir corretamente entre as proclamações gerais de misericórdia e o gozo especial e pessoal dela? Ah, então vive à altura do pleno gozo da rica misericórdia de Deus em Cristo; aceita Cristo e usa Cristo, diariamente, a toda hora, para a glória do Pai, do Filho e do Espírito, como a redenção por Cristo pretendia; e bendize a Deus cada vez mais "pelo seu dom inefável".