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RH

28 de Agosto

Veio o credor

Robert Hawker·Porções da Manhã e da Noite
Porção da manhã

"E veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos." — 2 Reis 4.1

Minha alma, como isto te toca? Estás em dívida? Por natureza e por prática estavas miseravelmente endividada, a não ser que a dívida tenha sido cancelada. Como criatura, e como criatura pecadora, és em ti mesma para sempre insolvente. Não tens nada com que pagar, e estás fechada numa total impossibilidade de pagar algum dia. E quanto deves ao meu Senhor? Ai, minha alma, deves milhões de dívidas ao teu Credor todo-poderoso. A lei, tu a quebraste; a justiça exige retribuição; a consciência condena; Satanás acusa; e o credor veio para levar não só os teus dois filhos, mas as tuas duas partes — alma e corpo — para a prisão da morte e do inferno, a não ser que algum Fiador todo-poderoso tenha intervindo e pago a dívida terrível, para que fiques livre.

Na morte, e no juízo que se segue, se dará a libertação eterna ou a prisão eterna. E quem sabe se a decisão não será amanhã? Mais ainda: se a mesma sentença que saiu contra o rico do Evangelho já não saiu a teu respeito: "Esta noite te pedirão a tua alma"? Para, minha alma! Não é mais do que tempo de fugir para o profeta — o Príncipe dos profetas, o Senhor Jesus —, contar-lhe o teu caso e buscar o seu livramento?

Escuta: não diz ele, como o profeta disse à pobre mulher: "Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa"? Não está Jesus contigo? Não é a sua plenitude adequada ao teu vazio? Tens a ele contigo em casa? Fecha, então, a porta; traze, traze, minha alma, todas as tuas vasilhas vazias — Jesus encherá todas. E a sua generosidade não parará antes que todas as tuas vasilhas estejam cheias; mais ainda: todas as vasilhas faltarão antes que falte a sua graça. E, quando estiveres cheia de Jesus, vive de Jesus, e vê que Jesus pagou o teu Credor todo-poderoso e deixou o bastante para viveres para sempre. Ah, o arrebatamento e a alegria, quando o Credor todo-poderoso vier — à meia-noite, ao cantar do galo ou pela manhã —, de saber que a dívida terrível está paga, e ouvi-lo dizer: "Livra-o, para que não desça à cova; já achei resgate."

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