29 de Janeiro
Eu amo a meu senhor
"Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre, então seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre." — Êxodo 21.5-6
Como é doce a Escritura explicada pela própria Escritura! Jesus diz, quando sacrifício e oferta debaixo da lei de nada valiam: "Os meus ouvidos abriste"; ou, como também se poderia traduzir, "os meus ouvidos furaste" (Sl 40.6). E em outro lugar: "O Senhor Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde" (Is 50.5). O apóstolo, na carta aos Hebreus, explica isso claramente em referência a Cristo (Hb 10.5).
E o que é tudo isso senão a demonstração do serviço voluntário de Jesus no ofício e na obra de Redentor? Não foi Jesus, em toda essa alta obra, o servo de Jeová? Embora existisse em forma de Deus, e não tivesse por usurpação ser igual a Deus, aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo.
E por quem fez isso? Não foi, na prática, como dizer, a exemplo do servo judeu, que era figura dele: "Eu amo o meu senhor, o meu Pai, na obra da redenção" (Jo 14.31); "eu amo a minha mulher, a minha igreja, a minha esposa" (Ct 4.10); "eu amo os meus filhos: eis-me aqui, com os filhos que me deu o Senhor" (Is 8.18); "não quero sair livre"?
Ah, precioso Senhor Jesus! Bem podia o apóstolo dizer: "Vós, maridos, amai a vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela!" Certamente foi o teu amor pela tua igreja, amado Senhor, que te levou a servir a Jeová, assim como "Israel serviu por uma mulher, e por uma mulher guardou o gado" (Os 12.12). Ah, quem me dera graça para te amar e te servir para sempre!