31 de Julho
Guarda, que houve de noite?
"Guarda, que houve de noite? Guarda, que houve de noite?" — Isaías 21.11
Embora se possa supor que esta pergunta solene se refira especialmente aos servos do Senhor, que ele pôs como guardas sobre os muros de Sião, não pode ela ser feita também pessoalmente ao peito de cada homem, no que diz respeito a ele mesmo? E repeti-la duas vezes parece indicar a importância e o empenho com que deve ser levada adiante.
Minha alma, como vai a noite contigo? Estás vigiando nela "mais do que os guardas pela manhã" — sim, digo, "mais do que aqueles que guardam pela manhã"? Como estás exercitando esta vigilância? Está tudo seguro quanto ao teu bem-estar eterno? Estás vigiando a aproximação do inimigo? Estás vigilante na oração — vigilante pelo momento gracioso em que o Espírito te ajuda a orar; vigilante na sua direção no exercício dela; vigilante pelas respostas graciosas do Senhor à oração? E, como o profeta na torre de vigia, tendo entregado a tua petição ao tribunal celestial, nas mãos do teu Sumo Sacerdote e Intercessor, estás esperando "para ver o que falará a mim"? Senhor, faze-me eminentemente vigilante nestas coisas.
Continua, minha alma, nesta investigação que sonda o coração. Estás esperando e vigiando a volta do teu Senhor? Que hora da noite é agora? Não pode Jesus vir "à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo, ou pela manhã"? Para, minha alma. Supõe que as rodas do seu carro estivessem à porta: levantar-te-ias com santa alegria, exclamando: É a voz do meu amado, que diz: "Certamente cedo venho"? E responderias: "Amém. Ora vem, Senhor Jesus"? Ah, quem me dera graça para estar naquele número feliz de quem o próprio Senhor diz: "Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim."