

16 de Junho
Daria a Sua Vida?
"Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.. mas tenho-vos chamado amigos", João 15.13,15.
Jesus não nos pede que morramos por ele, mas que demos a vida para ele. Pedro disse: "Por ti darei a própria vida" e disse para valer; seu sentido de heroísmo era magnífico. Ai de nós se formos incapazes de fazer uma declaração como a que Pedro fez aqui ao Senhor. Só se percebe o sentido do dever através deste tipo de heroísmo. Alguma vez o Senhor lhe perguntou: "Darás a tua vida por mim?" É muito mais fácil morrer do que dar a vida, diariamente, com a convicção de um chamado divino. Não fomos feitos para os momentos de glória, mas temos que caminhar à luz deles em toda a nossa vida diária. Houve um único momento de glória na vida de Jesus no Monte da Transfiguração; depois, ele se esvaziou pela segunda vez da sua glória e desceu para se encontrar com o demónio no vale, Marc.9:1-29. Durante trinta e três anos Jesus deu sua vida para fazer a vontade do Pai; e João diz: "Devemos dar nossa vida pêlos irmãos", 1João3:16, embora fazer isso seja contrário à própria natureza humana.
Se sou amigo de Jesus, tenho que dar minha vida por ele, com responsabilidade e deliberação. Isso é difícil, mas graças a Deus que é difícil. A salvação é fácil porque custou muito para Deus, mas a manifestação dela em minha vida torna-se difícil. Deus salva uma pessoa, unge-a com o Espírito Santo e depois lhe diz: "Agora desenvolva a sua salvação; seja leal a mim, mesmo embora a influência de tudo que o cerca o induza a ser desleal". "Tenho vos chamado amigos". Permaneça leal ao seu amigo, para se lembrar de que a honra dele está empenhada e penhorada em sua vida terrena.
** 17 de Junho**
Cuide-se de Não Criticar os Outros
"Não julgueis, para que não sejais julgados", Mat.7.1.
No que diz respeito a julgar, Jesus diz: "Não" O cristão comum é um indivíduo crítico ao extremo. A crítica faz parte das faculdades comuns do homem; mas, no campo espiritual, nada se consegue através da crítica. O efeito da crítica é a destruição dos potenciais daquele que é criticado; o Espírito Santo é o único que está em condições de criticar, só ele é capaz de mostrar o que está errado sem magoar nem ferir. É impossível entrar em comunhão com Deus quando se tem um espírito crítico, pois ele nos torna duros, vingativos, cruéis e nos deixa com a lisonjeira presunção de que somos superiores a quem acabamos de criticar. Jesus nos diz que, como discípulos, temos de cultivar um estado de espírito que não critica. Isso não se consegue de uma vez. Evite qualquer atitude que o coloque numa posição de superioridade.
Não há como escapar à sondagem de Jesus. Se estou vendo o argueiro no olho de alguém, isso significa que tenho uma trave no meu. Tudo o que possa ver de errado em si, Deus o encontrará em mim também. Todas as vezes que julgo alguém, condeno-me a mim mesmo, Rom.2.17-20. Chega de medirmos a vida dos outros. Sempre existe na vida dos outros um lado que desconhecemos. O que Deus tem que fazer é submeter-nos a uma limpeza espiritual própria; e, depois disso, não restará espaço de manobra para qualquer tipo de orgulho em nós. Nunca mais achei alguém de quem pudesse desesperar depois de verificar o que está em mim aparte da graça de Deus.