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RH

13 de Julho

Este ano morrerás

Robert Hawker·Porções da Manhã e da Noite
Porção da manhã

"Este ano morrerás." — Jeremias 28.16

Muitas vezes pensei que esta passagem, pronunciada contra o profeta mentiroso, seria um sermão muito apropriado para o dia de aniversário, para ressoar nos ouvidos do pecador; e, se acompanhada da possibilidade e da probabilidade que nascem da nossa condição mortal, poderia, quando o Senhor a enviasse, ter um efeito bendito. Minha alma, toma-a para a meditação do teu aniversário. Ela pode se cumprir este ano; tem de se cumprir algum ano; não pode ser um ano muito distante; e haverá um aniversário em que ela será pronunciada sobre ti para aquele ano. E por que não o presente? Para, minha alma, e medita nela como se este fosse o próprio ano.

E, embora os homens carnais celebrem o aniversário do seu nascimento do modo mais adequado à sua mente carnal, que o teu seja inteiramente espiritual. Se um homem viesse ao mundo rindo, talvez houvesse uma correspondência apropriada em comemorar com risos a volta anual de tal nascimento. Mas, se foi o choro que primeiro anunciou o nascimento de uma pobre criatura desamparada, nascida para a necessidade e sujeita ao pecado e à miséria, podem a orgia e a loucura ser a celebração apropriada de tal acontecimento?

E não há alegria apropriada na volta do aniversário de um homem? Ah, sim, há, e deve haver, alegria real e de coração em todo filho de Deus. Quando um homem começa a contar aniversários na graça, cada volta pede santa alegria no Espírito Santo. Não só por ter nascido como criatura inteligente e imortal, mas por ter sido feito nova criatura em Cristo Jesus. Não só por ter vindo ao mundo num estado de natureza, mas por ter sido trazido também a um estado de graça. Não só por ser da linhagem e da descendência de Adão, mas da descendência de Cristo. Aqui está uma aliança real, santa, celestial, divina! Minha alma, quantas luas ou anos na vida nova podes contar? Que seja esta a aritmética do teu cálculo.

E se, como o arauto da manhã, a voz disser: "Este ano morrerás", ah, como é doce responder: Senhor, "os meus tempos estão nas tuas mãos"! Podem estar em mão mais sábia, mais terna ou mais amorosa do que a de Jesus? Precioso Senhor, desmama-me de tudo aqui embaixo, para que eu viva mais perto de ti, em ti e para ti; para que, à medida que o último ano da minha peregrinação se reduzir ao mês, o mês à semana, a semana ao dia — sim, à própria hora e ao momento da minha partida de um corpo de pecado e de morte —, as últimas palavras nos meus lábios trêmulos sejam de Jesus; e que as tuas, ó Senhor, cheguem à minha alma com poder e doçura, como as tuas ao ladrão na cruz: "Hoje estarás comigo no Paraíso."

Hoje