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RH

30 de Março

Com a carne, à lei do pecado

Robert Hawker·Porções da Manhã e da Noite
Porção da manhã

"Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado." — Romanos 7.25

É esta a tua linguagem, minha alma? Aprendeste com Paulo, com Jó, com Isaías e com todos os fiéis que vieram antes a aborrecer-te a ti mesma aos teus próprios olhos? Gemes, carregada de um corpo de pecado que arrasta a alma para baixo? Para diante desta visão da natureza humana.

Em primeiro lugar, pensa, minha alma, que pensamentos humildes um estado de corrupção como este deveria produzir. Embora a mente seja regenerada, embora com o entendimento o crente sirva à lei de Deus, tenha prazer na lei de Deus, ame a lei e queira fazer dela o assunto da sua meditação devota o dia todo, tal é o corpo de pecado, a carne com os seus afetos, apetites e desejos, que ela desvia a atenção, apresenta com arrogância as suas exigências e se levanta continuamente em rebelião.

E são as almas dos filhos de Deus assim provadas, assim afligidas, nas lutas entre os diferentes movimentos da graça e da corrupção, dia após dia? Sim, este é o estado, esta é a experiência uniforme do povo de Deus em todas as épocas. Paulo se queixa assim, embora tivesse sido tão santificado. Talvez nunca tenha havido um filho de Deus levado a uma comunhão mais próxima e íntima com Deus. Ele tinha sido arrebatado ao terceiro céu e ouvido palavras inefáveis. Tinha trabalhado mais do que todos os apóstolos. Tinha sido convertido por um milagre do céu e pelo chamado direto do próprio Senhor Jesus. E, no entanto, este servo tão favorecido do Senhor, este apóstolo bendito, que voava continuamente nas asas do zelo e do amor no serviço do seu Mestre, até ele, com a carne, nos diz, servia à lei do pecado; mais ainda, sentia e descobria "outra lei nos seus membros, que batalhava contra a lei do seu entendimento e o prendia debaixo da lei do pecado que estava nos seus membros"; e, numa profunda angústia de alma, clamava: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?"

É assim também contigo, minha alma? Descobres o mesmo na tua experiência? Sentes as rebeliões do pecado se levantando dentro de ti? Surpreendes o teu coração vagando até no momento dos exercícios solenes; e, em resumo, o teu próprio corpo é o pior e o maior inimigo com que tens de lutar? Então aprende daqui que visões humildes deves ter de ti mesma e quanto deves te prostrar no pó diante de Deus por causa disso.

Depois de contemplares devidamente este estado da natureza caída, que a tua próxima lição deste assunto seja tornar o Senhor Jesus cada vez mais querido para ti, minha alma; fugir de ti mesma, fugir para Jesus, refugiar-te nele e na sua grande salvação, até de ti mesma, com todo esse corpo de pecado e de morte sob o qual gemes continuamente; e tirar daqui uma convicção diária, a cada hora, ainda mais forte e irrefutável, de que nada senão o sangue de Jesus pode purificar e nada senão a justiça de Jesus pode salvar e justificar um pecador. Dize como Paulo, quando do fundo do coração surgiu aquela pergunta que traspassa a alma: "Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor."

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